Grand Trianon, Versalhes

Localisação :

Castelo de sonho

Quando se é miúdo, frequentemente, sonhamos viver num castelo, num palácio, à maneira desses príncipes e reis que povoam o universo de uma criança. Hoje já sou “grande”, tento adivinhar como seria a vida num desses palácios de conto de fadas. Passeando pelo parque do Palácio de Versalhes, comecei a imaginar como seria a vida no Grand Trianon, o castelo “pessoal” do rei de França Luís XIV. Partilho aqui a minha experiência com o apoio das fotografias.

Situação geográfica

O Grand Trianon, dentro do parque do Palácio de Versalhes.

O Grand Trianon, dentro do parque do Palácio de Versalhes.

O Grand Trianon, como sabemos, encontra-se em Versalhes, nas proximidades do Palácio. Distante de alguns quilómetros apenas de Paris, tudo é de fácil acesso, mesmo achando o RER, o comboio suburbano, um pouco longe. A padaria também. Não é fácil ir as compras sem carro nestas condições! É um ponto negativo, mas… se temos os meios para viver no Grand Trianon, não creio que isso desfavorece o palácio. Porém, o que é feito da pequena alegria de ir comprar a sua própria baguete?

Ala norte, lado do pátio. É um quadro magnífico para inúmeros fotógrafos.

Ala norte, lado do pátio. É um quadro magnífico para inúmeros fotógrafos.

Facilmente substituído pela pequena alegria de tomar o seu pequeno-almoço dentro do peristilo, de frente para os jardins à francesa do Grand Trianon, penso eu. O Grand Trianon encontra-se dentro do grande Parque de Versalhes, 815 hectares de verdura, de lagos artificias, de floresta e de quase tranquilidade, se não fosse os inúmeros turistas vindos dos quatro cantos do mundo.

Na praça de Armas, em frente ao Grand Trianon, um vendedor de batatas recheadas com salmão, “La Parmentier”. Foi delicioso.

Na praça de Armas, em frente ao Grand Trianon, um vendedor de batatas recheadas com salmão, “La Parmentier”. Foi delicioso.

Os turistas chegam em grandes quantidades com o pequeno comboio que faz a volta do parque de Versalhes.

Os turistas chegam em grandes quantidades com o pequeno comboio que faz a volta do parque de Versalhes.

História do Trianon

Conhecemos hoje, o Grande e o Pequeno Trianon, palácio localizado dentro do Parque do Palácio de Versalhes. Não conhecemos tão bem a antiga aldeia do mesmo nome que irá dar o seu nome aos palácios que conhecemos hoje. Esta antiga aldeia foi comprada pelo Rei-Sol Luís XIV, foi totalmente deitada abaixo em 1668, para aí construir uma dependência do parque do seu palácio, em construção desde 1664. É aqui que ele irá mandar construir o primeiro “Trianon”, o Trianon de Porcelana como foi batizado na altura.

Edifício do lado do Meio-Dia. Vista do Pátio de Honra.

Edifício do lado do Meio-Dia. Vista do Pátio de Honra.

Trianon de Porcelana

É um palácio provisório construído em 1670, com uma estrutura em madeira, revestido de mosaicos, daí o nome de “porcelana”. O rei gostava desta moda inspirada no célebre Pagode de Porcelana de Nanquim que muito inspirou as pessoas na época. Este pagode situado na China, era considerado como a oitava maravilha do mundo, infelizmente, não sobreviveu a guerra civil que assolou a zona no decorrer do século XIX. O Trianon de Porcelana também não sobreviveu, será deitado abaixo em 1687, pelo seu estado avançado de degradação. De qualquer forma, nunca fora concebido para durar. Diz-se que o rei perdeu o interesse pelo Trianon de Porcelana, ao mesmo tempo que perdeu o interesse pela Madame de Montespan, que era considerada a sua preferida.

Os cortinados do Grand Trianon são muito elaborados, como estes da Galeria dos Espelhos.

Os cortinados do Grand Trianon são muito elaborados, como estes da Galeria dos Espelhos.

O Trianon, daqui para frente será sinonimo de um palácio de mármore, concebido para durar. É o Grand Trianon que podemos admirar hoje e que faz sonhar muitos milionários que procuram desesperadamente um lar emblemático e propicio nas redondezas de Paris. Foi Jules Hardouin-Mansart que desenherá os grande projetos do Grand Trianon, precedido de Louis le Vau, que tinha concebido o projeto do Trianon de Porcelana.

O Trianon de Mármore, mais conhecido sob o nome de Grand Trianon, é colorido: a pedra e o mármore vermelho do Languedoque coabitam harmoniosamente. Ele é visto aqui do lado do Jardim de Cima.

O Trianon de Mármore, mais conhecido sob o nome de Grand Trianon, é colorido: a pedra e o mármore vermelho do Languedoque coabitam harmoniosamente. Ele é visto aqui do lado do Jardim de Cima.

Arquitetura do Grand Trianon

O Trianon de Mármore é completamente diferente do antigo Trianon de Porcelana. Ele é doravante nomeado de “Trianon de Mármore”. Ele só será conhecido de “Grande” só depois do Pequeno Trianon ser construído. Esta obra é por assim dizer, a obra pessoal de Luís XIV, que impôs as suas escolhas de estilo ao Jules Hardouin-Mansart. Não se avistam os grandes telhados à francesa, não se tapará a vista sobre os jardins com trabalhos em madeira. Luís XIV, acompanhará sempre de perto o avanço dos trabalhos. Era o seu castelo pessoal, contrariamente ao Palácio de Versalhes, que era para a Corte, e Marly que era para os seus amigos, tendo em conta as suas próprias palavras.

O Grand Trianon é o fruto das escolhas pessoais do Luís XIV. O seu estilo clássico é bem saliente.

O Grand Trianon é o fruto das escolhas pessoais do Luís XIV. O seu estilo clássico é bem saliente.

È uma grande sorte ter a sua disponibilidade os melhores arquitetos da sua época ao seu serviço, quer seja Louis le Vau, François II d’Orblay ou Jules Hardouin-Mansart. E é uma sorte ainda maior de se poder trocar ideias com eles, e que o resultado final seja aquele que todos nós conhecemos: O Grand Trianon, um dos palácios mais elegantes de França, apenas isso.

Galeria dos Cotelle

Galeria dos Cotelle

O célebre piso de tacos de madeira de Versalhes está como é claro também presente no Grand Trianon.

O célebre piso de tacos de madeira de Versalhes está como é claro também presente no Grand Trianon.

O Grand Trianon, é portanto construído segundo a vontade do rei, mas também se inscreve no Classicismo, um movimento mais amplo que influencia as Artes da época. A moda era, desde o Renascimento, traduzida pela admiração da Antiguidade, dos seus cânones e do seu rigor. O Classicismo toma aqui toda a sua expressão no Grand Trianon, uma arquitetura fortemente inspirada na Antiguidade clássica com uma evolução ao gosto francês.

Candeeiro da Galeria dos Cotelle.

Candeeiro da Galeria dos Cotelle.

Os candeeiros da Galeria dos Cotelle são impressionantes. Cotelle era um pintor muito admirado por Luís XIV.

Os candeeiros da Galeria dos Cotelle são impressionantes. Cotelle era um pintor muito admirado por Luís XIV.

O palácio é composto por dois edifícios, um a norte e outro ao sul, ambos dentro do grande Pátio de Honra. Esses edifícios são ligados por uma lógia, conhecido aqui pelo nome inapropriado de peristilo. O rosa é aqui a cor dominante, pela utilização do mármore vermelho do Languedoque. Depois de ter visto o palácio de Versalhes, o Grand Trianon parece um pouco pequeno para ser franco, e essa impressão foi confirmada pelo próprio Luís XIV: em 1708 manda construir o Trianon Sous-Bois, do lado norte do Grand Trianon, para colmatar a falta de espaço do seu palácio.

Á esquerda, o Trianon-Sous-Bois. Á direita, vemos os estragos causados pelas construções posteriores à Luís XIV que estragam a vista!

Á esquerda, o Trianon-Sous-Bois. Á direita, vemos os estragos causados pelas construções posteriores à Luís XIV que estragam a vista!

O gradeamento à entrada e os dois pavilhões localizados de cada lado do Grand Trianon foram elevados por Napoleão I, para assegurar a sua segurança pessoal. Tira-se aqui um pouco deste abertura desejada por Luís XIV, mas ganha-se em privacidade, já não somos obrigados a passar pelo Palácio de Versalhes para vir até ao Grand Trianon.

Duas perspetivas sobre o gradeamento da entrada do Grand Trianon.

Duas perspetivas sobre o gradeamento da entrada do Grand Trianon.

Jardins do Grand Trianon

O que mais importa numa casa, não é tanto a própria casa, ou o seu interior, mas o que a envolve. Um mau vizinho pode estragar a casa mais bonita do mundo! Luís XIV não era apaixonado por jardins sem razão, a atenção que dava aos jardins das suas moradias não esconde o seu gosto pelas paisagens. O que vemos pela janela, é sem dúvida mais importante do que aquilo que prendemos as paredes, não acham?

Os jardins à francesa acompanham perfeitamente o castelo.

Os jardins à francesa acompanham perfeitamente o castelo.

Foi o próprio Rei Sol que desejou que a vista fosse desafogada sobre os jardins, o que explica este peristilo aberto.

Foi o próprio Rei Sol que desejou que a vista fosse desafogada sobre os jardins, o que explica este peristilo aberto.

Os primeiros jardins do Trianon de Porcelana são da autoria do jardineiro Michel II le Bouteux. As flores do jardim são todas colocadas em vasos para que possam ser mudadas muito rapidamente segundo a disposição do rei. É André le Nôtre, o grande jardineiro do recinto do Palácio de Versalhes que retocará os jardins do Trianon durante a construção do Grand Trianon. Depois da sua morte em 1700, os trabalhos prosseguem pela mão de Mansart, que irá guardar apenas o Jardim das Fontes, o jardim situado atrás do palácio, entre as duas alas.

A Ala norte ao fundo, contém a Galeria dos Cotelle.

A Ala norte ao fundo, contém a Galeria dos Cotelle.

Apesar da restauração que está em curso nos jardins, só ficamos com uma fraca ideia daquilo que foram no tempo do rei. O problema é sempre o mesmo, um problema de orçamento, um problema de dinheiro, mas pensando melhor, os turistas continuam a vir, com ou sem flores, com ou sem decoração. Vamos ao Grand Trianon porque vamos ao Palácio de Versalhes, é a visita complementar deste grande conjunto do património mundial da humanidade.

Jardins à francesa. Ao fundo, podemos ver o Grande Canal.

Jardins à francesa. Ao fundo, podemos ver o Grande Canal.

Quanto a mim, os jardins à francesa atraem-me pouco, prefiro os jardins à maneira inglesa. No meu entender, a natureza não deve ser tão ordenada, mais valeria colocar cimento. Claro que é uma questão de gosto pessoal, mas se morasse no Grand Trianon, respeitaria a vontade do projeto original: jardins à francesa. O lugar foi concebido para isso, foi pensado para jardins racionais, tudo está em harmonia.

Peristilo do Grand Trianon. Ele liga as duas alas do castelo.

Peristilo do Grand Trianon. Ele liga as duas alas do castelo.

Vida no Grand Trianon

E se vivêssemos aqui? Imaginemos por um segundo que por obra de um grande milagre, tivéssemos essa possibilidade. Seria este o melhor lugar para se viver em França? Duvido, mesmo se fosse possível afastar os turistas e privatizar o lugar só para o nosso deleite. Na época de Luís XIV, o Grand Trianon era exatamente isso: um palácio privado, existia apenas para o seu agrado, onde o rei recebia algumas raras pessoas.

Quarto da imperatriz. A decoração é típica do Primeiro Império.

Quarto da imperatriz. A decoração é típica do Primeiro Império.

Cabeça de cama do Quarto da imperatriz. É da autoria de Jacob-Desmalter e estava originalmente nas Tuileries. Luís XVIII falece aí em 1824. A cama chega ao Trianon com Luís Filipe.

Cabeça de cama do Quarto da imperatriz. É da autoria de Jacob-Desmalter e estava originalmente nas Tuileries. Luís XVIII falece aí em 1824. A cama chega ao Trianon com Luís Filipe.

Começado em 1687, os trabalhos estão praticamente terminados em janeiro de 1688, quando o rei aí toma o seu primeiro jantar. O palácio é oficialmente inaugurado no verão de 1688 e será a partir daí a sua morada privada. É neste espirito que o Grand Trianon ficaria novamente agradável. Mas seria necessário o conforto do século XXI, associado a uma verdadeira preocupação ambiental. Aquecer um tamanho palácio, com as suas enormes janelas e com uma fraca isolação, seria um verdadeiro desperdício de dinheiro, mesmo para quem tem os meios.

Pormenor da decoração e da mobília. O dourado está presente em todo o lado. Encontramos dois vasos, o da direita é em porcelana grenada sob bronze, o da esquerda, é um vaso de Sèvres em forma de Médicis.

Pormenor da decoração e da mobília. O dourado está presente em todo o lado. Encontramos dois vasos, o da direita é em porcelana grenada sob bronze, o da esquerda, é um vaso de Sèvres em forma de Médicis.

A Antiguidade encontra-se em todo o lado, até nos pormenores. A direita, encontramos um pormenor de um cortinado.

A Antiguidade encontra-se em todo o lado, até nos pormenores. A direita, encontramos um pormenor de um cortinado.

Que trabalhos deveriam ser tomados em conta para repor o Grand Trianon nas normas? Devo referir que ele hoje é aquecido, talvez até demais. Se fizessem alguns trabalhos de isolamento, como por exemplo, janelas com vidros duplos, a fatura seria muito mais leve, certo? Estas grandes salas mobiladas, arrumadas hoje para deixar passar os turistas, transformaram o Grand Trianon naquilo que é hoje: um simples museu, que expõe os seus bens aos olhos dos curiosos. Jamais voltaremos a ver alguém habitar nele depois da tentativa de Charles de Gaulle daqui fazer um lugar de receção para personalidades estrangeiras.

Fotografias do Grand Trianon

Pormenor de um dos grandes candeeiros.

Pormenor de um dos grandes candeeiros.

Cada sala do Grand Trianon possui os seus próprios candeeiros com o seu próprio estilo.

Cada sala do Grand Trianon possui os seus próprios candeeiros com o seu próprio estilo.

Habitações feiosas dos guardas de Napoleão.

Habitações feiosas dos guardas de Napoleão.

Os cortinados das salas são também únicos para cada sala.

Os cortinados das salas são também únicos para cada sala.

As cadeiras acompanham o estilo dos cortinados. Como sempre, há uma unidade de estilo no conjunto do Grand Trianon. Mesmo que as cores mudam, as costas das cadeiras serão sempre retangulares para tomar apenas este exemplo.

As cadeiras acompanham o estilo dos cortinados. Como sempre, há uma unidade de estilo no conjunto do Grand Trianon. Mesmo que as cores mudam, as costas das cadeiras serão sempre retangulares para tomar apenas este exemplo.

Salão da família de Luís Filipe. Falta um quadro por cima da chaminé, provavelmente em estado de restauro.

Salão da família de Luís Filipe. Falta um quadro por cima da chaminé, provavelmente em estado de restauro.

Quarto da Rainha dos Belgas, filha do Luís Filipe.

Quarto da Rainha dos Belgas, filha do Luís Filipe.

À esquerda, o Corredor das Gravuras que dá acesso aos quartos. À direita, a entrada principal do Grand Trianon, a Sala Redonda.

À esquerda, o Corredor das Gravuras que dá acesso aos quartos. À direita, a entrada principal do Grand Trianon, a Sala Redonda.

À esquerda, moldura da Sala Redonda. À direita, a cama do quarto da Rainha dos Belgas.

À esquerda, moldura da Sala Redonda. À direita, a cama do quarto da Rainha dos Belgas.

Neste relógio, a deusa egípcia Isis.

Neste relógio, a deusa egípcia Isis.

Dois elementos da decoração. À direita, um vaso de Sèvres de forma “cordelier”. Pintado por Jean-Louis Demane com uma cena campestre; Henri IV voltando do exército.

Dois elementos da decoração. À direita, um vaso de Sèvres de forma “cordelier”. Pintado por Jean-Louis Demane com uma cena campestre; Henri IV voltando do exército.

Uma das mesas de consola da Galeria dos Cotelle.

Uma das mesas de consola da Galeria dos Cotelle.

Sala dos Espelhos. Era a sala do Conselho de Luís XIV.

Sala dos Espelhos. Era a sala do Conselho de Luís XIV.

Sala da Capela. Esta sala, como o seu nome indica, servia de capela no início do palácio. Passou a ser a primeira sala da imperatriz no tempo de Napoleão.

Sala da Capela. Esta sala, como o seu nome indica, servia de capela no início do palácio. Passou a ser a primeira sala da imperatriz no tempo de Napoleão.

À esquerda, a sala dos Senhores, facilmente reconhecida pelo seu piso que não é feito de tacos de madeira. À direita, a Sala dos Espelhos.

À esquerda, a sala dos Senhores, facilmente reconhecida pelo seu piso que não é feito de tacos de madeira. À direita, a Sala dos Espelhos.

Um pedaço da mobília da Sala dos Senhores. Esta mesa de consola é atribuída à Lignereux. Encontrava-se na sua origem em Saint-Cloud.

Um pedaço da mobília da Sala dos Senhores. Esta mesa de consola é atribuída à Lignereux. Encontrava-se na sua origem em Saint-Cloud.

Sala das Malaquitas. Na sua origem, a sala era conhecida sob o nome da Sala do pôr-do-sol, e tomará o seu nome com as pedras de malaquite doadas pelo Tzar Alexandre I à Napoleão I.

Sala das Malaquitas. Na sua origem, a sala era conhecida sob o nome da Sala do pôr-do-sol, e tomará o seu nome com as pedras de malaquite doadas pelo Tzar Alexandre I à Napoleão I.

Sala dos Jardins. É aqui que o rei vinha jogar o antepassado da roleta de hoje.

Sala dos Jardins. É aqui que o rei vinha jogar o antepassado da roleta de hoje.

Sala da Música. Tornou-se na sala onde Luís Filipe jogava bilhar.

Sala da Música. Tornou-se na sala onde Luís Filipe jogava bilhar.

As cadeiras estão tapadas pela tapeçaria de Beauvais. Ao centro, um relógio de coluna em porcelana de Sèvres.

As cadeiras estão tapadas pela tapeçaria de Beauvais. Ao centro, um relógio de coluna em porcelana de Sèvres.

Sala da família do Imperador. Nestas salas vazias de vida, as cadeiras desocupadas, é difícil imaginar como os moradores do Grand Trianon passavam os seus dias.

Sala da família do Imperador. Nestas salas vazias de vida, as cadeiras desocupadas, é difícil imaginar como os moradores do Grand Trianon passavam os seus dias.

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